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quinta-feira, 21 de abril de 2011

lugares e datas

Coisas acontecem no Terrace. 
Fotos são tiradas. 
Há blogs que as publicam.
...






(4 trabalhos de Rui Teresa publicados em Lugares e Datas 2)

domingo, 13 de março de 2011

Mark Rothko

Sabia que…

- há livros que pode ler no Terrace
- um desses livros é a biografia do pintor Mark Rothko




- Mark Rothko nasceu em 1903 na Rússia (Letónia), naturalizou-se americano e morreu em 1970

- foi um pintor expressionista abstrato (embora ele rejeitasse tal classificação)

- os anos 1960 foram para ele um período de grandes encomendas públicas – da Universidade Harvard, da Marlborought Gallery de Londres, a capela em Houston) - e de desenvolvimento das suas ideias sobre a pintura

- hostil ao expressionismo da  Action Painting, Mark Rothko (assim como Barnett Newman e Clyfford Still) inventa uma forma meditativa de pintar, que o crítico Clement Greenberg definiu como Colorfield Painting ("pintura do campo de cor")

- em 1939, ele forma com outros artistas, a Federação dos pintores e escultores modernos, cujo objetivo era manter a arte isenta de propaganda política

- "A experiência trágica fortificante" escreveu ele, "é para mim a única fonte de arte"

- em novembro de 1999, uma de suas telas de 1952 foi vendida por 10,215 milhões de euros

- é nos anos 1950 que sua carreira verdadeiramente arranca, graças sobretudo ao colecionador Duncan Philips que lhe comprou vários quadros e, após uma longa viagem do pintor à Europa, consagrou uma sala inteira à sua coleção (um sonho de Rothko, que desejava que os visitantes não fossem perturbados por outras obras)

- Rothko era um intelectual, um homem extremamente culto que amava a música e a literatura e era muito interessado pela filosofia, em particular pelos escritos de Nietzsche e pela mitologia grega

- Rothko separou-se da sua esposa no verão de 1937, a seguir ao sucesso de Edith (a esposa) no ramo das jóias

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Amador (1) (2)
lugares e datas
Mark Rothko
quadro de Filipa Oliveira

domingo, 13 de fevereiro de 2011

O Quadro...

Quando alguém entra no Terrace, não consegue deixar de reparar no quadro que lá se encontra exposto.  Consegui marcar um tempinho livre na preenchida agenda da sua autora para falarmos sobre ele, mesmo antes de se dirigir para a sessão de danças de salão a que também se dedica, em mais um dos seus muitos desafios de vida.
Chama-se Filipa Oliveira, nasceu em Coimbra (em 1966) e apesar de já morar há dois anos em Melides, já teve residência em variadíssimos locais, como Figueira da Foz, Santiago do Cacém, Vila Nova de Santo André, Lisboa, Almodôvar, Castro Verde, Aljustrel e Setúbal.  Actuando técnica e profissionalmente nas mais diversificadas possibilidades de intervenção social, tem na sinestesia um aliado emocionante que a faz atribuir a Coimbra o grená, à Figueira da Foz o amarelo alaranjado e à sua própria idade uma cor tão estranha que nem gostaria de a trazer vestida.
Começou isto das artes ainda em Coimbra, aos 3 aninhos, quando escolhia superfícies facilmente camufláveis (como o tampo das mesas, sob as toalhas, ou as paredes atrás dos cortinados) para dar asas à sua imaginação.  Hoje, entendendo que a arte é omnipresente, não foge às responsabilidades e sente-se motivada para várias ações que lhe estão associadas, numa lógica associativa que a leva a integrar projectos como a associação Mil Lides (em Melides, na promoção do património cultural) ou mesmo a AJAGATO (numa recente missão de produzir a próxima Mostra de Teatro de Santo André).
Sente que a arte lhe acontece naturalmente, como fazer um amigo, ou admirar um pôr-do-sol. Por isso não entende os limites concetuais que constrangem um artista a ser uma coisa só, por isso não tem uma forma artística preferida, por isso não tem uma cor eleita, por isso pinta, esculpe e fotografa, por isso gosta de curtas-metragens, música, dança, etc.
Referindo o suíço Alberto Giacometti e o catalão Antoni Tàpies, como alguns nomes de referência, prefere trabalhar emoções e tem no protótipo das ondas o exemplo da perfeição formal, por conseguirem sempre espantá-la como da primeira vez que teve consciência de as admirar, e por se reconstruírem constantemente em iguais beleza e dimensão.  Inspira-se figurativamente no que chama de forças maiores: os fantasmas, as sombras, os anjos; formas densas de intensidade emocional, quase como uma necessidade de canalizar energias, tantas vezes retiradas de momentos menos bons da vida. 
Identifica o período de 1997 a 2002 como um dos seus períodos mais criativos, sendo o quadro exposto no Terrace fruto dessa fase.  Estava, contou-me, a montar uma exposição em Castro Verde com figuras sobrenaturais e uma das peças representava uma mãe com um filho morto nos braços (de certa forma, uma “Pietá” revisitada).  Enquanto o fazia sentiu necessidade de criar uma espécie de altar que iluminasse esse momento de sofrimento maior.  Rapidamente, num espaço inferior a 48 horas, com lâmpadas partidas (cortes nos dedos) e a intervenção de um secador para a tinta, nascia o nosso quadro. 
Apesar do quadro ter nascido como um elemento para um conjunto, autonomizou-se e já esteve várias vezes exposto sozinho, sempre com reações muito positivas.  Sente que o quadro tem muito a ver consigo, no sentido em que tem bastante muita energia e é muito persistente, estando lá sempre a pulsar, como um eterno Big Bang. 
Perguntei-lhe o que entendia como um momento de glória.  Referiu-se a este quadro como um desses momentos, por ter proporcionado prazer a muita gente diferente.  Disse-me ainda que lhe interessava que as coisas que fazia, fossem uma ação de formação, uma palestra, uma fotografia, ou um quadro, alterassem positivamente a vida das pessoas e quando isso acontecia então, sim, seria um momento de glória.
Dois suplementos:
best20 + lugares e datas

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

programação: "Amador"

O Café Terrace inicia a sua programação cultural no dia 12 de Março, às 18 horas, com a exibição do documentário AMADOR.
Este filme foi uma realização de um grupo de pessoas, ligadas à Associação Cultural GEIC, que aprendeu a filmar e a editar enquanto o fazia.
Havia a ideia de um estilo e de um objecto artístico que com sorte haveria de ser encontrado nas 60 horas filmadas ao longo de um ano, a convicção comum de que qualquer coisa com interesse seria feita e, excepto as anteriores, todas as condições para que não se chegasse ao fim.
Fez-se o AMADOR que foi exibido pela primeira vez em 2001, na última sessão dos últimos “Encontros Internacionais de Cinema Documental” organizados pela Malaposta-Amascultura.
Os realizadores vão estar presentes e vai haver uma surpresa gastronómica. Ainda não se sabe se para comer, se para beber.